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Briga por cigarro termina em facadas e morte no interior de SP: 'nada repara a dor', diz mãe

Franklin da Silva Santos, de 29 anos, foi esfaqueado e teve o pulmão perfurado por um vizinho, de 33, em Apiaí (SP).

Fagner Vieira
Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
04/04/2023 às 13h32
Briga por cigarro termina em facadas e morte no interior de SP: 'nada repara a dor', diz mãe
Foto: Divulgação

Um homem de 29 anos foi morto a facadas por um vizinho, de 33, após uma discussão por causa de um cigarro em Apiaí, no interior de São Paulo. Segundo apurado, nesta terça-feira (4), Franklin da Silva Santos estava em um bar com os amigos quando encontrou com o assassino e, com base em relatos de testemunhas à família da vítima, ele teria pedido o tabaco ao homicida, que negou. Na sequência, foi esfaqueado. A Polícia Civil investiga o caso. 

 

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“Nada vai trazer o meu filho de volta. Nada repara a dor, a borracha não apaga. Eu só quero que a justiça seja feita”, desabafou Valdirene Gomes, mãe da vítima. 

  

A mãe de Franklin contou que o filho estava acompanhado de amigos em um bar no bairro Jardim Bem Vindo na noite de sexta-feira (31). No local, a vítima encontrou o assassino e teria pedido um cigarro ao vizinho, que disse não ter. 

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O jovem insistiu e pediu uma transferência de R$ 1 via Pix para poder comprar o fumo. Valdirene relatou que o filho deu um tapa no homicida, que teria falado: ‘é cigarro que você quer? Espera aí que vou buscar’. Ele retornou com a faca e aplicou diversos golpes em Franklin, que foi levado ao Hospital Doutor Adhemar de Barros, onde teve a morte confirmada na manhã de sábado (1). 

  

“Meu menino foi para cima dele [do vizinho] com duas pedras nas mãos, mas ele deu o primeiro golpe perto da costela, que perfurou o pulmão. Meu menino soltou as pedras e colocou a mão no corte, nisso ele [assassino] passou a faca na nuca”, descreveu Valdirene. 

  

Testemunhas correram 

A mãe da vítima afirmou que as pessoas correram quando o filho começou a tomar as facadas. Ele foi socorrido por vizinhos que ouviram os gritos de socorro e levado à unidade de saúde. “Meu filho ficou das 21h de sexta até às 10h sábado no hospital e morreu”, lamentou. 

O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Polícia de Apiaí como lesão corporal seguida de morte. O delegado Valmir Oliveira informou que após esfaquear a vítima o autor das facadas fugiu. 

  

Nesta segunda-feira (3) o advogado do suspeito teria entrado em contato com os policiais afirmando que o cliente quer se entregar, mas até o momento não se apresentou e não foi localizado. 

  

Oliveira acrescentou que a ocorrência é investigada e que será instaurado um inquérito policial, provavelmente por homicídio qualificado por motivo fútil para apurar o caso e decidir sobre a prisão. 

  

Hospital 

A reportagem questionou Associação Beneficente de Apiaí, que gerencia o hospital da cidade. Em nota, a unidade informou que o paciente chegou em estado grave, e que houve tentativas de transferência pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) sem sucesso. 

  

“As Vagas de Urgência são reguladas pelo sistema de regulação de vagas de São Paulo - Cross, cabendo a eles a decisão se será vaga zero ou vaga cedida ao hospital onde tiver o recurso. A solicitação via Cross foi feita de imediato, mas lamentavelmente sem resultado”, acrescentou. 

  

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, por intermédio do Cross, lamentou a morte do jovem e se solidarizou aos seus familiares. Sobre o pedido de transferência, a Central explicou que ao receber a solicitação imediatamente passou a auxiliar na busca por uma vaga. 

  

"Contudo, o serviço de origem comunicou o óbito do paciente na mesma data em que o caso foi inserido na Cross. A Central é apenas um serviço intermediário entre os serviços de origem e de referência. Seu papel não é criar leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar do caso". 

 

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