
Um homem de 50 anos foi preso pela Polícia Civil na cidade de Eldorado, no interior de SP, acusado de descumprir medidas protetivas de urgência que haviam sido impostas judicialmente em favor de sua ex-cunhada. O caso reforça a gravidade da violência psicológica e da insistência de alguns agressores em manter comportamentos de controle e dominação mesmo após a ruptura de vínculos familiares.
De acordo com informações apuradas, o suspeito já era investigado por condutas abusivas relacionadas à violência doméstica e familiar. A Polícia Civil destacou que, ao longo das investigações, o homem chegou a ser interrogado em três inquéritos distintos, mas continuava desrespeitando determinações judiciais que garantiam a segurança da vítima. Esse comportamento reiterado foi caracterizado pela corporação como uma tentativa de impor controle obsessivo sobre a vida da ex-cunhada, configurando afronta direta ao sistema de proteção previsto em lei.
Ainda segundo a polícia, em pelo menos duas ocasiões o homem não apenas ignorou as ordens judiciais, como também tentou interferir na vida pessoal da vítima, impondo restrições e proibições relacionadas aos seus relacionamentos. Essa conduta, segundo os investigadores, representava uma clara tentativa de manter domínio psicológico sobre a mulher, mesmo após o fim da relação familiar.
Na terça-feira (26), a Delegacia de Polícia Civil de Eldorado cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O homem foi capturado e encaminhado à cadeia pública da região, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Até o momento, detalhes sobre os demais inquéritos e acusações envolvendo o investigado não foram divulgados oficialmente.
O governo do estado de São Paulo reforçou que mulheres em situação de risco ou que se sintam ameaçadas podem procurar ajuda em diversas instituições presentes no interior de SP e em todo o estado. Esses serviços oferecem acolhimento, orientações jurídicas e encaminhamentos adequados para garantir a segurança das vítimas de violência doméstica. Entre os principais canais de apoio estão:
Hospitais;
Defensoria Pública;
Ministério Público (MP);
Unidades Básicas de Saúde (UBSs);
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs);
Centros de Referência Especializados (CREAS);
Centros de Referência da Assistência Social (CRAS).
A Polícia Civil e os órgãos de proteção social ressaltam que denunciar é fundamental para interromper ciclos de violência e garantir medidas legais contra os agressores. Além das instituições listadas, também é possível buscar atendimento pelo número 180, que funciona como canal nacional de apoio às mulheres vítimas de violência.