
A Prefeitura de Iguape, município situado no litoral sul de São Paulo, mobilizou a comunidade e as instituições de ensino após a confirmação do registro de diversos casos da doença Mão-Pé-Boca (DMPB) entre crianças que frequentam as creches municipais da cidade. A comunicação oficial foi emitida pela Vigilância em Saúde da Prefeitura, sendo amplamente divulgada através das redes sociais institucionais do município, visando alertar pais, responsáveis e educadores sobre a situação.
O alerta da Prefeitura ressalta a importância da conscientização, uma vez que a Mão-Pé-Boca, embora seja considerada uma enfermidade viral comum, possui um alto poder de contágio e pode se disseminar de forma acelerada em ambientes coletivos, como escolas e creches. O período em que os surtos da doença se manifestam com maior frequência é tipicamente abrangido pela primavera e o outono.
A Doença Mão-Pé-Boca é causada por vírus pertencentes ao gênero Enterovirus. Seu período de incubação, ou seja, o tempo decorrido entre o contato com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas, geralmente varia de três a seis dias. O nome da enfermidade deriva diretamente das lesões típicas que se desenvolvem e se concentram nas regiões das mãos, pés e, notavelmente, na boca dos indivíduos infectados.
Quem é afetado e como ocorre a transmissão: A DMPB atinge majoritariamente crianças com menos de cinco anos de idade, mas é crucial destacar que adultos também podem ser infectados. A transmissão do vírus ocorre primariamente por meio do contato direto ou indireto com:
Fezes contaminadas;
Saliva e secreções respiratórias (muco, gotículas);
Objetos e superfícies que estejam contaminados.
Mesmo após a completa recuperação clínica e o desaparecimento dos sintomas, o vírus pode continuar a ser eliminado através das fezes por um período de até oito semanas. No entanto, o risco de contágio é significativamente maior durante a primeira semana em que os sintomas da doença estão ativos.
Principais Sinais e Sintomas da Doença: É fundamental que os pais e responsáveis estejam atentos aos principais indicadores da Mão-Pé-Boca, que incluem:
Febre: Geralmente um dos primeiros sintomas a se manifestar.
Lesões Cutâneas: Erupções características nas mãos, pés e nádegas.
Lesões Orais: Desenvolvimento de úlceras dolorosas na mucosa oral.
Manchas e Bolhas: Surgimento de manchas vermelhas ou bolhas que podem abrigar o vírus.
Sintomas Sistêmicos: Mal-estar geral, redução do apetite, episódios de vômitos e diarreia.
A complicação de saúde mais comum e preocupante associada à DMPB é a desidratação. Ela ocorre devido à dificuldade da criança em engolir líquidos, consequência direta da dor causada pelas lesões na boca.
Para mitigar a propagação do vírus e proteger as crianças, a Prefeitura de Iguape, por meio de sua Vigilância em Saúde, divulgou um conjunto de medidas preventivas essenciais. A implementação rigorosa desses hábitos pode reduzir substancialmente a taxa de transmissão:
Higiene de Mãos: Lavar as mãos de forma frequente e minuciosa com água e sabão.
Limpeza de Superfícies: Realizar a limpeza e desinfecção regular de superfícies e de todos os brinquedos que são de uso compartilhado.
Uso Pessoal: Evitar estritamente o compartilhamento de utensílios pessoais, como copos, talheres e mamadeiras.
Toque e Higienização: Não tocar nos olhos, nariz e boca sem que as mãos tenham sido higienizadas previamente.
Distanciamento: Manter uma distância segura de indivíduos que estejam com sintomas visíveis da doença.
Além disso, é uma recomendação enfática da Prefeitura o afastamento imediato das crianças que apresentarem qualquer sintoma das creches e escolas. Este isolamento deve ser mantido até que ocorra o desaparecimento completo de todas as lesões, um processo que costuma levar de cinco a sete dias.
Na grande maioria dos casos diagnosticados, a Doença Mão-Pé-Boca não requer internação hospitalar e a cura se dá de forma espontânea. O tratamento adotado é estritamente sintomático, focado em aliviar o desconforto e a dor por meio da administração de analgésicos e medicamentos antitérmicos.
Em cenários mais graves, especialmente quando a dificuldade de engolir líquidos coloca o paciente em risco de desidratação severa, pode ser necessária a intervenção médica para a hidratação intravenosa. Durante todo o período de recuperação, a orientação principal é o repouso adequado, manter uma boa alimentação e garantir a ingestão suficiente de líquidos.
As informações que fundamentam este alerta da Prefeitura e esta reportagem foram produzidas com base em dados e orientações oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde do Brasil.