
A comunidade quilombola de Bombas, localizada no município de Iporanga, no Vale do Ribeira, está prestes a receber um acesso viário estruturado pela primeira vez na história. A iniciativa é conduzida pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) e a Fundação Florestal (FF).
O investimento, no valor de R$ 17,7 milhões, contempla 4,9 quilômetros de estrada — entre o km 0 e o km 4,925 — e marca um avanço histórico para a mobilidade e o desenvolvimento social da comunidade, situada em uma área de difícil acesso dentro do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar).
A secretária estadual Natália Resende esteve em Bombas no último dia 19 de setembro para acompanhar o andamento das obras e reforçar o diálogo com os moradores. “Este é um momento histórico para Bombas e para todo o Vale do Ribeira. Estamos garantindo um direito básico de mobilidade para a comunidade, com uma obra planejada de forma responsável, respeitando o meio ambiente e dialogando com a população quilombola”, afirmou.
Atualmente, os serviços de terraplenagem já estão concluídos em cerca de 900 metros de pista, e o canteiro de obras encontra-se em pleno funcionamento. Todos os licenciamentos ambientais seguem as normas da Cetesb e as diretrizes da própria Fundação Florestal, assegurando que o projeto seja executado com responsabilidade ambiental.
Para viabilizar a obra, a Fundação Florestal realizou um processo completo de licenciamento ambiental, incluindo a elaboração do Relatório Ambiental Preliminar (RAP) e do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), com apoio técnico do DER-SP. O processo envolveu audiência pública em Iporanga, garantindo a transparência e a participação da comunidade quilombola nas decisões.
“O DER-SP está seguindo à risca as determinações dos órgãos ambientais, ciente da responsabilidade que nos cabe, para realizar um serviço de engenharia de infraestrutura da melhor qualidade, com o menor impacto possível”, destacou o presidente do DER-SP, Sergio Codelo.
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O diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, reforçou que o projeto é resultado de anos de planejamento e diálogo. “Foram anos de estudos, consultas públicas e trabalho técnico para assegurar que a obra respeitasse o meio ambiente e os valores culturais da comunidade. Esta entrega representa a união entre conservação e desenvolvimento social”, afirmou.
De acordo com a secretária Natália Resende, a conclusão do acesso viário representa uma mudança profunda na rotina e na dignidade da população local. “Estamos garantindo mobilidade, saúde, educação e condições para que a comunidade possa escoar sua produção com segurança. Esta é uma obra que vai além da infraestrutura: é sobre dignidade e inclusão social”, concluiu.