
A Polícia Militar Ambiental desativou uma fábrica clandestina de palmito juçara na cidade de Juquiá, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. A ação aconteceu na segunda-feira (1º), após denúncia anônima de extração ilegal da espécie, considerada nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção.
Segundo a corporação, a denúncia indicava que o local funcionava como um ponto de extração e beneficiamento de palmito juçara em conserva, atividade proibida por lei e caracterizada como crime ambiental grave. Ao chegarem à área, na Estrada da Areia Branca, bairro Diquê, os policiais encontraram 81 vidros de palmito, entre recipientes cheios e vazios, prontos para comercialização irregular.
O espaço funcionava em condições insalubres, sem o mínimo de higiene para o preparo e armazenamento de alimentos. Também foram localizados materiais usados na produção clandestina, como baldes, tambores, facão e um botijão de gás. Todo o material foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Juquiá, onde será instaurado inquérito para investigação dos responsáveis.
De acordo com a PM Ambiental, ninguém foi encontrado na fábrica durante a operação, portanto não houve prisões ou autuações no momento do flagrante.
Além do combate à extração ilegal de palmito, os agentes abordaram durante a fiscalização um motociclista que trafegava em uma moto sem placa. Após a checagem, foi constatada adulteração no chassi e no motor do veículo. O caso foi registrado e também será investigado pela polícia.
O palmito juçara é considerado um dos símbolos da Mata Atlântica e sua extração predatória tem causado preocupação ambiental no interior de SP. A espécie demora anos para se regenerar, o que torna sua exploração ainda mais crítica. Por isso, órgãos de fiscalização ambiental intensificam ações no Vale do Ribeira, região onde a palmeira juçara ainda resiste em áreas de floresta nativa.