
Um episódio de violência assustou pacientes e profissionais de saúde no Pronto Socorro Municipal de Juquiá, no interior de SP, na noite de terça-feira (26). Um homem de 39 anos foi preso pela Polícia Militar após depredar a recepção da unidade de urgência e emergência e ameaçar um enfermeiro. A confusão teve início depois que ele foi impedido de acompanhar a esposa grávida, de oito meses, durante o atendimento médico.
De acordo com as imagens registradas pelas câmeras de segurança, o suspeito arremessou uma cadeira contra os equipamentos da recepção, destruindo vidros, computadores e até a impressora do setor. A cena de violência ocorreu no Pronto Socorro Dr. Manoel Perez Bazan, por volta das 22h.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem levou a esposa grávida ao pronto atendimento após ela relatar dores em consequência de uma queda da cama. Ainda conforme o registro policial, a mulher apresentava sinais de violência, o que gerou preocupação da equipe médica. Ela foi atendida em Juquiá e, diante da gravidade da situação, precisou ser transferida para o Hospital São João, em Registro (SP), cidade vizinha, para acompanhamento especializado.
Durante o atendimento, o agressor — que estava alcoolizado — tentou entrar na sala de triagem e no consultório onde a esposa recebia cuidados médicos. Impedido por um enfermeiro, passou a ameaçar o profissional de saúde e reagiu com ainda mais agressividade após ser informado de que a Polícia Militar seria acionada.
Levado à delegacia, o homem afirmou que houve demora no atendimento da esposa e que foi maltratado pelo enfermeiro, alegando ainda que o profissional teria dito que “poderia pegá-lo lá fora”. O suspeito também confirmou que havia ingerido bebidas alcoólicas antes de ir ao hospital.
O caso foi registrado como dano qualificado e ameaça na Delegacia de Registro. Apesar da gravidade da ocorrência, o homem teve liberdade provisória concedida após audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
Em nota oficial, a Secretaria de Saúde de Juquiá repudiou o ataque contra o patrimônio público e os profissionais do Pronto Socorro. Segundo o órgão, toda a recepção foi destruída, comprometendo temporariamente o ambiente de acolhimento dos pacientes.
“Esse tipo de conduta é inaceitável e fere não apenas o patrimônio público, mas também o direito da comunidade a um atendimento digno e seguro. Ressaltamos que a prefeitura não compactua com tais atos e tomará todas as medidas legais cabíveis contra o responsável, a fim de que ele responda judicialmente pelos danos causados”, diz a nota.
A prefeitura informou ainda que a unidade de urgência havia passado recentemente por reformas e que todos os equipamentos destruídos eram novos. Apesar do ataque, o Pronto Socorro de Juquiá retomou o funcionamento normal na manhã seguinte, quarta-feira (27).
O episódio evidencia os desafios enfrentados pelas unidades de saúde do interior de SP, que já lidam com alta demanda e recursos limitados. Além de prejudicar o atendimento imediato à população, casos de violência como esse expõem a vulnerabilidade dos profissionais de saúde, que muitas vezes se tornam alvo de agressões em ambientes que deveriam ser de cuidado e acolhimento.
A administração municipal reafirmou seu compromisso com a saúde e o bem-estar da população, destacando que continuará trabalhando para oferecer serviços de qualidade, mesmo diante de situações de violência e depredação como a registrada no Pronto Socorro de Juquiá.