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Vale do Ribeira será impactado pela maior ciclovia do Brasil, com 73 km no litoral de SP

Projeto prevê 73,1 km de ciclovia ao longo da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, passando por Bertioga, Santos, Itanhaém, Peruíbe e Miracatu, com investimentos de R$ 78 milhões.

Fagner Vieira
Por: Fagner Vieira Fonte: Agência SP
22/08/2025 às 16h56 Atualizada em 22/08/2025 às 22h36
Vale do Ribeira será impactado pela maior ciclovia do Brasil, com 73 km no litoral de SP
Vale do Ribeira será impactado pela maior ciclovia do Brasil, com 73 km no litoral de SP

O Estado de São Paulo se prepara para receber a maior ciclovia do Brasil, um projeto de infraestrutura viária que promete transformar a mobilidade urbana e o lazer em diversas cidades do litoral paulista e também gerar reflexos importantes para a população do Vale do Ribeira. Com extensão total de 73,1 quilômetros, a nova ciclovia será construída ao longo da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-055), no litoral sul de São Paulo, contemplando trechos que ligam Bertioga a Santos e passando ainda pelos municípios de Itanhaém, Peruíbe e Miracatu.

O projeto faz parte da concessão das rodovias do chamado Lote Litoral, que conecta o Alto Tietê ao litoral sul paulista, e prevê um investimento de R$ 78,1 milhões somente na estrutura cicloviária. Essa obra coloca o estado em posição de destaque nacional no incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte sustentável e seguro, além de valorizar ainda mais o turismo regional.

Comparação com outras ciclovias do Brasil

A grandiosidade da futura ciclovia pode ser dimensionada quando comparada a outras já existentes no Brasil. Atualmente, a ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo, possui 22,2 quilômetros de extensão, enquanto a maior ciclovia à beira-mar do país, localizada em Praia Grande, tem 22,5 quilômetros. Com os 73,1 quilômetros previstos, a obra superará em mais de três vezes essas estruturas, consolidando-se como a maior ciclovia do Brasil e um marco de infraestrutura no litoral paulista e no Vale do Ribeira.

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De acordo com o contrato firmado com a Concessionária Novo Litoral (CNL), responsável pelo Lote Litoral, a ciclovia deverá ser concluída e entregue à população no prazo máximo de cinco anos, trazendo benefícios tanto para moradores locais quanto para turistas que buscam novas formas de lazer e mobilidade.

Onde ficará a ciclovia?

O projeto está dividido em diferentes trechos para atender a realidades distintas das cidades contempladas. O percurso que liga Bertioga a Santos terá uma ciclovia contínua ao longo de toda a extensão, totalizando cerca de 36 quilômetros, além de prever a duplicação da rodovia. Já as regiões de Itanhaém e Peruíbe contarão com aproximadamente 33 quilômetros de ciclovias integradas. Entre Peruíbe e Miracatu, serão construídos ainda quatro quilômetros adicionais, conectando a região metropolitana do litoral ao início do Vale do Ribeira, área que será beneficiada indiretamente pela nova infraestrutura.

Essa integração permitirá que a população local e visitantes possam se deslocar de maneira mais segura e prática, além de estimular o cicloturismo, modalidade que vem crescendo em todo o Brasil e encontra no litoral paulista um cenário ideal.

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Segurança e lazer para ciclistas

Um dos principais objetivos do projeto é proporcionar mais segurança para os ciclistas que utilizam as rodovias da região. Segundo o secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, a iniciativa busca atender a uma demanda real: “A locomoção nas cidades do litoral tem forte presença das bicicletas, mas hoje muita gente pedala na rodovia, correndo risco de acidente e morte”, explicou.

Com a nova estrutura, os ciclistas não precisarão mais dividir espaço com veículos motorizados, reduzindo drasticamente os riscos de acidentes. “Ao criar uma ciclovia contínua, iluminada e integrada às que já existem, damos segurança para que a população use a bicicleta no dia a dia sem precisar disputar espaço com os carros na rodovia”, reforçou Benini.

Além do aspecto da segurança, a ciclovia se tornará uma nova opção de lazer e prática esportiva, valorizando tanto os moradores locais quanto os turistas que procuram conhecer o litoral sul de São Paulo e a entrada do Vale do Ribeira de uma forma diferente, mais sustentável e saudável.

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Fiscalização e impacto regional

A fiscalização da execução das obras e a garantia de que os investimentos previstos em contrato sejam efetivamente aplicados caberá à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A agência será responsável por acompanhar todo o processo, desde o início da implantação até a entrega da ciclovia.

Para o Vale do Ribeira, região marcada por sua biodiversidade, cultura tradicional e grande potencial turístico, a construção da maior ciclovia do Brasil representa também um reforço ao desenvolvimento sustentável. Ao integrar o litoral sul paulista com trechos que se aproximam do Vale, a ciclovia pode estimular novos fluxos de visitantes, incentivar o comércio local, fortalecer a mobilidade verde e consolidar a região como destino estratégico para o cicloturismo.

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