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Pesquisa de monitoramento no PETAR avança para viabilizar reabertura da Casa de Pedra

Estudo orientado por geólogo da USP e mestranda pode trazer nova esperança ao Vale do Ribeira

Fagner Vieira
Por: Fagner Vieira Fonte: Liberal
18/08/2025 às 13h53 Atualizada em 18/08/2025 às 13h59
Pesquisa de monitoramento no PETAR avança para viabilizar reabertura da Casa de Pedra
Pesquisa de monitoramento no PETAR avança para viabilizar reabertura da Casa de Pedra / Foto: Divulgação

Desde que foi interditada em 2003 em decorrência de uma tragédia durante travessia realizada na Caverna Casa de Pedra — uma das cavernas mais emblemáticas do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), no Vale do Ribeira — a imposição de segurança para a visitação tem sido prioridade. Hoje, um novo passo espera trazer mudança positiva para esse cenário de interdição.

Na ocasião, cinco turistas e um guia foram surpreendidos por trombas d'água resultantes de chuvas isoladas fora da caverna, cujo trajeto natural, com água que normalmente alcança a altura dos joelhos, se alagou subitamente, causando duas fatalidades a cerca de 50 metros da saída. Desde então, a Casa de Pedra permanece fechada, mesmo com a elaboração quase concluída do plano de manejo espeleológico desde 2008.

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Monitoramento como base para reabertura

Agora, o professor de geologia da USP, Nicolás Misailidis Strikis, em parceria com a mestranda Vanessa Faria Borher, lidera um detalhado trabalho de monitoramento hidrológico e ambiental na Casa de Pedra. Especialista em cavernas dos estados de Minas Gerais e Bahia, o professor traz também uma conexão afetiva com o local. “Desde criança, acampava na região; foi um caminho natural até a geologia”, relata Strikis.

Desde novembro de 2024, os pesquisadores coletam dados sobre chuvas, vazão do rio, amplitude das águas e outros fatores naturais que influenciam a dinâmica da caverna — que possui um dos maiores pórticos do mundo, com cerca de 215 metros de altura. O objetivo é entregar um relatório completo até julho de 2026, complementando o plano de manejo com informações essenciais para avaliar a reabertura com segurança.

Segundo Strikis, “toda atração natural tem seus riscos... é com o resultado desse estudo que esperamos pensar como a reabertura será feita”. Ele destaca a importância de medir quanto tempo após uma chuva o nível do rio sobe, critério essencial para garantir segurança aos visitantes.

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Apoio local e planejamento competente

O trabalho conta com acomodações cedidas gratuitamente e com a atuação do guia Paulo Natanael Messias dos Santos, coordenador da Defesa Civil de Iporanga e secretário de Turismo local — cidade do Vale do Ribeira com cerca de 4.046 habitantes. Paulo enfatiza que a reabertura da caverna seria uma conquista turística aguardada há mais de duas décadas.

A gestora do PETAR, Juliana Conrado Hadi, afirma que a reativação da Casa de Pedra é viável, desde que unida ao plano de manejo e ao monitoramento, além da finalização de acordos com uma comunidade cabocla que detém parte do trajeto da trilha.

Apesar do fechamento, o parque manteve acesso a um mirante reativado durante a pandemia, permitindo que visitantes vislumbrem, à distância, a monumental entrada da caverna.

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O PETAR resiste como referência ecológica e turística

Mesmo com a Casa de Pedra indisponível para visitação, o PETAR, localizado entre Iporanga e Apiaí, continua recebendo cerca de 64 mil visitantes ao ano, atraídos por suas trilhas, outras cavernas, cachoeiras e rica biodiversidade da Mata Atlântica — como palmito-juçara, cedro e fauna como onça-pintada, jaguatirica e muriqui.

Para Strikis, é estratégico divulgar esse patrimônio natural: “O PETAR poderia ser o cartão-postal natural do estado de São Paulo”, afirma, lamentando que muitos ainda não o conheçam.

Paulo, por sua vez, acredita que melhorias em infraestrutura, como hotelaria e saneamento básico, seriam decisivas para potencializar o turismo local, ressaltando que o parque é a marca identitária de Iporanga e o motor da economia local.

Conclusão: O trabalho de monitoramento de Nicolás Strikis e Vanessa Borher representa um passo importante para não apenas completar o plano necessário à reabertura da Casa de Pedra, mas também para fortalecer o ecoturismo e ampliar a valorização da natureza pela quais o Vale do Ribeira é referência. Se quiser, posso adaptar esse conteúdo para redes sociais com mapas ou chamadas visuais.

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