
Uma cena rara e bela foi registrada por um fotógrafo de natureza e vida selvagem na praia de Itaguaré, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Ele avistou uma grande quantidade de caravelas-portuguesas, um tipo de cnidário que pertence ao mesmo grupo das águas-vivas, mas que se diferencia por ser uma colônia de animais com diferentes funções. As imagens, divulgadas nas redes sociais, mostram a variedade de cores e formas dos animais, que se movem pelo vento.
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O fotógrafo Rafael Mesquita contou que estava de moto aquática, por volta de 11h desta quinta-feira (18), quando se deparou com as caravelas. Ele estima que havia mais de mil delas em toda a área que navegou, a cerca de 3,7 quilômetros da costa de Bertioga. Ele fez fotos e vídeos dos cnidários e alertou a Prefeitura de Bertioga para que os banhistas e turistas saibam dos riscos e observem o mar antes de entrar na água.
Segundo o biólogo Andreth Oliveira, as caravelas-portuguesas são predadoras que utilizam seus tentáculos com veneno paralisante para capturar suas presas. Esses tentáculos podem chegar a 30 metros de comprimento e causar queimaduras muito doloridas, paralisia local e até morte em casos de pessoas sensíveis ao veneno. Ele explicou que as caravelas se reproduzem no verão, devido às águas mais quentes, e que é comum elas aparecerem nessa época do ano.
O biólogo orientou que as pessoas evitem entrar no mar quando há caravelas, pois "onde tem uma, podem ter várias". Ele disse que os principais predadores das caravelas são as tartarugas, mas que elas estão diminuindo em quantidade por causa da poluição, do atropelamento por embarcações e da captura acidental em redes de pesca. Isso favorece o aumento da população de caravelas no mar.