Em um incidente alarmante ocorrido em Iguape, no interior de São Paulo, Gustavo Breno Cunha, um comerciante de 27 anos, alega ter sido abordado e agredido por policiais sob suspeita de roubo. Cunha, que é proprietário de uma pastelaria, estava fazendo compras em um hortifruti quando foi surpreendido por um policial militar apontando uma arma para ele.
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Segundo Cunha, os agentes suspeitaram dele por estar usando um capacete. Ele afirma que obedeceu às ordens dos policiais, mas mesmo assim foi colocado no porta-malas da viatura. Cunha, que sofre de claustrofobia, entrou em pânico e começou a chutar o porta-malas. Ele relata que os policiais responderam com agressão, empurrando-o e dando socos.
Os policiais, por outro lado, afirmam que Cunha não obedeceu às ordens e que tiveram que usar força moderada para contê-lo. Em imagens do incidente, que circulam pelas redes sociais, mostram a abordagem dentro do hortifruti e a subsequente tentativa de colocar Cunha no porta-malas da viatura.
Este incidente levanta questões importantes sobre a conduta policial e o tratamento de cidadãos durante as abordagens. Enquanto a investigação continua, Cunha e sua família buscam justiça.
Por ser um comerciante conhecido na região, os moradores se aglomeraram pedindo para os policiais liberarem Gustavo. Outra viatura foi acionada e, segundo ele, os agentes foram convencidos por outros PMs a deixarem levá-lo para a delegacia no banco de trás.
Depois de horas algemado na delegacia, o comerciante foi liberado com auxílio de advogados. Um boletim de ocorrência foi registrado e Gustavo entrou com um processo administrativo contra os policiais, para ser encaminhado para a Corregedoria da PM.
Ele afirmou que teme que os PMs voltem para se vingar. "Eu me sinto com medo de represália dos policiais. Pode acontecer alguma coisa com eles lá [na corporação] e eles quererem descontar em mim", finalizou.