
O casal Renato e Layla estão percorrendo os quase 400km que separam Iporanga do Ariri na região continental de Cananéia. A expedição deve durar cerca de oito dias. Primeiro, empurrados pelas águas do rio Ribeira de Iguape por incontáveis curvas até a barra de Icapara. Depois, ao sabor das marés no trecho do Mar de Pequeno entre Iguape e Cananéia.
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O projeto de fazer a travessia é antigo, do tempo em que Renato Grierso Marques de Brito atuou como policial militar e bombeiro na região do Vale do Ribeira. A ideia ganhou corpo e finalmente saiu do papel quando o militar de 54 anos de idade se aposentou e veio morar no Ariri, cinco anos atrás.
“Comprei uma canoa caiçara e comecei a fazer pequenas adaptações, então percebi que seria muito possível realizar essa viagem”, diz Brito, como todos o conhecem na região. A embarcação “SOL DE ISIS” ganhou dois flutuadores laterais e uma plataforma no meio, onde o casal vai dormir e fazer as refeições durante a aventura.
A expedição vai cruzar 8 municípios do Vale, passando por áreas urbanizadas e degradadas, mas também por trechos bastante preservados nas zonas rurais. “É a realização de um sonho junto com minha esposa, mas também é uma oportunidade para vermos de perto como está a saúde das águas do principal rio de nossa região”.
O Ribeira de Iguape banha os Estados de São Paulo e do Paraná antes de desaguar no lagamar paulista. Na metade do século XIX seu caminho até o mar foi encurtado na altura de Iguape com a construção do Valo Grande – uma obra que ainda causa diferentes impactos ambientais no estuário.
O PROJETO C@NOAH – Rio Ribeira de Iguape vai produzir fotos e vídeo que no futuro farão parte de uma exposição. O dia a dia da viagem do casal pode ser acompanhado através do perfil de Brito no Instagram: @renato_grierson.