
Nesse espaço de dialógo trago, hoje, para fechar o mês de setembro um texto elaborado com a colaboração da Dra. Ana M. Campos, psiquiatra.
O Setembro Amarelo no Brasil começou em 2014, como um trabalho conjunto da Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina, com o objetivo à prevenção do suicídio e o combate ao estigma e tabu sobre o tema. Sendo o dia 10 de setembro o Dia Mundial da Prevenção ao Suícidio.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 700 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano e configura como a 4º causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade. No Brasil o número de mortes por suicídio é próximo de 14 mil casos por ano, segundo dados do último levantamento realizado. Outros dados importantes são que homens morrem cerca de 3,8 vezes mais que as mulheres por suicídio, e a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos aumentou em 81% na última década.
De acordo com os estudos realizados pelo Ministério da Saúde, 80% dos casos de suicídio estão relacionados a doenças mentais não identificadas ou não tratadas e para entendermos esse dado devemos olhar para a questão da saúde mental de forma mais aprofundada e cuidadosa.
Os transtornos mentais mais relacionados ao risco de suicídio são os Transtornos de Humor como a Depressão e o Transtorno Afetivo Bipolar, Transtorno de Personalidade Borderline, Esquizofrenia e o abuso de substâncias psicoativas. Porém doenças físicas e orgânicas também podem estar relacionadas ao aumento do risco de suicídio. As principais são as doenças crônicas, progressivas, debilitantes, dolorosas, estigmatizadas ou que acarretam deficits cognitivos, entre elas podem ser citadas o Lupus, HIV/AIDS e o Câncer.
Devemos encarar o suicídio com seriedade e de forma aberta, ou seja, não falar sobre ele não diminui o risco dele ocorrer. Se você conhece alguém que pode estar passando por essa situação, acolha, oriente e busque ajuda. Não devemos tratar a ideação e a tentativa de suicídio como “busca por atenção”, “frescura” ou “exagero”, emitir juizos de valores, além de não ajudar não é uma verdade. Devemos considerar como um pedido de ajuda por alguém que está passando por um sofrimento muito grande.
Caso você ou alguém que conheça esteja precisando de ajuda ligue 188 - Centro de Valorização a Vida – funciona 24h, procure um profissional em Psiquiatria ou CAPS da sua região.

Dra Sabrina Rodrigues
Especialista em Endocrinologia
Especialista em Ginecoendocrinologia