
O litoral de São Paulo registrou um alto número de pinguins-de-magalhães (Spheniscus Magellanicus) mortos em suas praias durante o mês de agosto. Segundo o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), mais de 440 aves foram encontradas sem vida em trechos de areia da Ilha Cardoso, Ilha Comprida e Iguape, no Vale do Ribeira.
O IPeC explicou que a época é de migração de diversas espécies marinhas e que muitas ficam debilitadas durante essa viagem, o que facilita os encalhes, a interação com redes de pesca e a ingestão de lixo. A instituição também alertou para os casos de gripe aviária no Brasil e orientou as pessoas a evitarem o contato com animais marinhos encalhados nas praias.
Os biólogos William Schepis e Jorge dos Santos, que colaboram com o IPeC, afirmaram que a situação dos pinguins-de-magalhães é considerada comum nesta época do ano, mas que há um fator preocupante: a possível interferência da poluição ou dos efeitos climáticos na taxa de mortalidade da espécie.
Os pinguins-de-magalhães são originários da Patagônia, na Argentina, e migram para o Brasil em busca de águas mais quentes e alimento. Eles são classificados como “quase ameaçados” pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).
Em caso de encontrar um animal marinho encalhado nas praias da Bacia de Santos, entre em contato com o IPeC pelo (13) 3851-1779 ou ligue para o projeto de monitoramento no 0800-642-3341. Não tente devolver o animal para a água ou resfriá-lo, pois isso pode levá-lo à morte. Leve seu pet ao veterinário se ele tiver contato com um animal marinho encalhado.