O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é um indicador criado pelo governo federal para avaliar o desempenho dos estudantes nas provas de língua portuguesa e matemática, além da taxa de aprovação nas escolas públicas e privadas. O Ideb varia de 0 a 10 e tem metas estabelecidas para cada nível de ensino até 2022.
Segundo o secretário estadual da Educação, Renato Feder, a mudança visa comparar o desempenho das escolas paulistas com o cenário nacional. “Em São Paulo temos o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), mas ele nos traz uma visão muito interna. Se queremos ter a melhor educação do Brasil precisamos nos comparar ao cenário nacional”, explicou.
Além do Ideb, outros dois critérios serão considerados para o pagamento do bônus: a frequência dos alunos entre agosto e novembro e a participação dos estudantes no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), uma avaliação externa em larga escala que é aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Cada escola receberá duas metas: ouro e diamante, que representam o pagamento de cerca de um ou dois salários, respectivamente. As metas são individuais e levam em consideração o Ideb atual (2021) da unidade, condições estruturais (tamanho, se é parcial ou integral e os turnos de atendimento – diurno e noturno) e o perfil racial dos estudantes.
O bônus da educação é um incentivo financeiro concedido aos servidores que atuam nas escolas estaduais que alcançam as metas estabelecidas pela Secretaria da Educação. O valor do bônus depende do cargo, do salário e do cumprimento das metas individuais e coletivas.
O objetivo do bônus é reconhecer o trabalho dos profissionais da educação e estimular a melhoria da qualidade do ensino nas escolas estaduais. O bônus também é uma forma de valorizar os servidores que se dedicam à formação dos estudantes paulistas.