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SP decreta emergência zoosanitária por gripe aviária em aves silvestres

O Governo do Estado de São Paulo decretou estado de emergência zoosanitária por 180 dias, em caráter preventivo, em razão da detecção do vírus da gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade em aves silvestres no Brasil.

Fagner Vieira
Por: Fagner Vieira Fonte: Por Registro Diário
15/08/2023 às 15h57
SP decreta emergência zoosanitária por gripe aviária em aves silvestres
Foto: Divulgação

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o estado possui 13 casos confirmados em oito municípios, todos em aves silvestres. Não há nenhum caso suspeito em andamento. A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua nas atividades de defesa desde o primeiro caso e reforça que o consumo de aves e ovos não transmite a doença. 

A gripe aviária é uma doença grave que pode afetar tanto aves quanto mamíferos, incluindo humanos. A transmissão ocorre por meio da picada de insetos vetores ou pelo contato direto ou indireto com aves infectadas. A doença pode causar alta mortalidade nas aves e sintomas respiratórios, neurológicos e hemorrágicos nos humanos. 

A CDA orienta que as pessoas não manipulem aves doentes ou mortas sem a utilização de equipamento de proteção individual (EPI) e que acionem a Defesa Agropecuária imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou identificação de aves mortas. 

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A CDA também disponibiliza em seu site um painel com panorama atualizado sobre a doença para consultas sobre casos confirmados e atendimentos prestados em todo o território estadual. Além disso, informa em suas redes sociais informações atualizadas com o número de animais inspecionados, vigilâncias ativas, suspeitas descartadas e em andamento. 

O decreto de emergência zoosanitária foi uma solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que também declarou estado de emergência zoosanitária em todo o país pela detecção do vírus da gripe aviária H5N1 em aves silvestres no Brasil. 

O decreto permite que as autoridades sanitárias adotem medidas mais rápidas e eficazes para prevenir e controlar a doença, como a restrição de movimentação e comercialização de aves, a intensificação da vigilância epidemiológica, a realização de testes laboratoriais, a aplicação de vacinas e a eliminação sanitária dos animais infectados ou suspeitos. 

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O objetivo é evitar que o vírus se espalhe para as aves domésticas, especialmente as destinadas à produção comercial, e para os humanos, preservando a saúde pública e animal e a economia do setor avícola.

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