A leishmaniose é uma doença grave que pode atingir pessoas e animais, causada por parasitas transmitidos pela picada de insetos conhecidos como flebotomíneos ou “mosquitos-palha”. A doença pode se manifestar de duas formas: tegumentar ou visceral. A primeira afeta a pele e as mucosas, causando feridas, úlceras e deformações. A segunda afeta os órgãos internos, como fígado, baço e medula óssea, causando febre, perda de peso, anemia e aumento do abdômen.
A leishmaniose é endêmica em 76 países, sendo que 90% dos casos na América Latina ocorrem no Brasil. No país, a doença é mais frequente nas regiões Norte e Nordeste, mas também tem sido registrada em áreas urbanas do Sudeste. Estima-se que até 1,7 milhão de pessoas adoeçam anualmente por leishmaniose no mundo, das quais 20 mil a 30 mil morrem.
A prevenção e o controle da leishmaniose dependem de medidas integradas que envolvem a saúde humana, animal e ambiental. Entre as principais ações estão:
Evitar a exposição aos insetos vetores, especialmente ao anoitecer e ao amanhecer, quando eles são mais ativos. Usar repelentes, roupas compridas e telas nas janelas são algumas formas de proteção.
Manter o ambiente limpo e livre de matéria orgânica, como folhas, frutas e fezes de animais, que podem servir de alimento e abrigo para os insetos.
Levar os cães ao veterinário regularmente para fazer exames e receber tratamento adequado em caso de infecção. A vacinação dos cães também é uma forma de prevenção da leishmaniose visceral canina.
Buscar atendimento médico ou veterinário imediato em caso de suspeita da doença. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e óbitos.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para a leishmaniose humana, que consiste no uso de medicamentos específicos por via oral ou injetável. O tratamento deve ser feito sob supervisão médica e não deve ser interrompido sem orientação.
Para conscientizar e informar a população sobre a importância da prevenção e dos cuidados com a leishmaniose, o Ministério da Saúde realiza anualmente a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose na semana do dia 10 de agosto. A campanha visa promover ações educativas e integradas entre os setores de saúde pública, veterinária e ambiental.
A leishmaniose é uma doença grave que pode ser evitada com medidas simples de proteção individual e coletiva. Proteja-se!