Geral Coluna-Marcella Pupo
Os tronos da umbanda e seus orixás
Conheça um pouco mais sobre os tronos e seus Orixás regentes
08/07/2023 21h15
Por: Marcella Pupo - Sacerdotisa e Dirigente de Umbanda
 

A umbanda é uma religião que reconhece a existência de um Deus único e supremo, ao qual chamamos Olorum, e de diversas divindades que representam as forças da natureza e da vida, chamados de Orixás. Os orixás são manifestações do divino criador e atuam como intermediários entre Olorum e nós seres humanos, irradiando suas energias e qualidades para o equilíbrio e a evolução de todos.  

Na umbanda, os Orixás se apresentam através de sete sagrados tronos, que são aspectos ou atributos de Olorum. Cada trono é regido por um par de orixás, um masculino e um feminino, que se complementam e se equilibram. 

Agora você vai conhecer esses tronos e seus respectivos Orixás regentes. 

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Trono da Fé: regido por Oxalá e Logunan. 

Oxalá é o pai maior da Umbanda, o Orixá da fé, da religiosidade, da paz, da luz, da criação e da pureza. Ele é o princípio de tudo e o fim de tudo. Logunan é a mãe do destino, a orixá que conhece os caminhos de cada ser e os conduz à sua missão. Ela é a senhora do tempo e da sabedoria. Juntos, Oxalá e Logunan irradiam a fé cristalina, a confiança em Olorum e em si mesmo, a harmonia e a ordem divina. 

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Trono do Amor: regido por Oxum e Oxumaré. 

Oxum é a mãe das águas doces, a Orixá da beleza, da fertilidade, da prosperidade e do amor. Ela é a manifestação do amor puro, real, maduro, sensível e incondicional. Ela protege as gestantes, as crianças e os casais. Oxumaré é o pai do movimento, o Orixá do arco-íris, da transformação, da renovação e da riqueza. Ele é o senhor dos ciclos, das mudanças, das oportunidades e dos desafios. Juntos, Oxum e Oxumaré irradiam o amor divino, a capacidade de amar a si mesmo e ao próximo, de gerar e atrair abundância, de se adaptar e evoluir. 

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Trono do Conhecimento: regido por Oxóssi e Obá. 

Oxóssi é o pai da caça, o Orixá das matas, dos animais, dos alimentos e da fartura. Ele é o senhor do conhecimento empírico, prático, natural e científico. Ele protege os caçadores, os agricultores e os comerciantes. Ele rege o plano planetário do conhecimento racional, a capacidade de observar, experimentar, aprender e ensinar, de prover e distribuir o que é necessário para a vida material. Obá é a mãe da guerra, a Orixá das águas revoltas, da coragem, da força e da honra. Ela é a senhora do conhecimento intuitivo, místico, espiritual e mágico. Ela protege as guerreiras, as líderes e as justiceiras. Ela rege o plano cósmico do conhecimento emocional, a capacidade de sentir, criar, transformar e manifestar, de defender e conquistar o que é justo e merecido. 

  

Trono da Lei: regido por Ogum e Iansã.

Ogum é o pai da guerra, o Orixá do ferro, do fogo, da tecnologia e do progresso. Ele é o senhor da lei divina, que rege a ordem e o funcionamento do universo. Ele protege os guerreiros, os trabalhadores e os desbravadores. Ele rege o plano planetário da lei ativa, a capacidade de respeitar e cumprir as regras cósmicas e humanas, de lutar pelos seus ideais, de inovar e de se superar. Iansã é a mãe dos ventos, a Orixá da tempestade, da coragem, da liberdade e da mudança. Ela é a senhora da lei cósmica, que rege os movimentos e as transformações da natureza. Ela protege os viajantes, os aventureiros e os revolucionários. Ela rege o plano cósmico da lei dinâmica, a capacidade de se adaptar e se renovar constantemente, de romper as barreiras e os preconceitos, de buscar a verdade e a justiça. 

 

Trono da Evolução: regido por Obaluaiê e Nanã.

Obaluaiê é o pai da cura, o Orixá da terra, da doença, da morte e da vida. Ele é o senhor da evolução individual, que promove o crescimento e a transformação de cada ser. Ele purifica os espíritos, elimina as impurezas e renova as energias. Ele rege o plano planetário da evolução passiva, a capacidade de superar as provas e as dificuldades, de aprender com as experiências, de se curar e de se renovar. Nanã é a mãe dos ancestrais, a Orixá das águas paradas, do lodo, do silêncio e da sabedoria. Ela é a senhora da evolução coletiva, que preserva a memória e a tradição dos povos. Ela acolhe os espíritos, guarda os mistérios e ensina os valores. Ela rege o plano cósmico da evolução ativa, a capacidade de transmitir e compartilhar o conhecimento, de respeitar e honrar os antepassados, de se conectar e se integrar com o todo. 

  

Trono da Geração: regido por Iemanjá e Omolu.

Iemanjá é a mãe das águas salgadas, a Orixá do mar, da maternidade, da proteção e da fertilidade. Ela é a senhora da geração material, que gera e sustenta a vida nos planos físico e emocional. Ela protege as gestantes, as mães, os filhos e os pescadores. Ela rege o plano planetário da geração magnética, a capacidade de gerar e nutrir a vida material e afetiva, de se relacionar e se harmonizar com os outros, de se emocionar e se sensibilizar. Omolu é o pai do mistério, o Orixá do sol, do fogo sagrado, do oculto e do desconhecido. Ele é o senhor da geração espiritual, que revela e desperta as potencialidades e os poderes dos seres humanos. Ele protege os iniciados, os magos, os curadores e os sábios. Ele rege o plano cósmico da geração expansiva, a capacidade de se conectar com Olorum e com o seu eu superior, de explorar e dominar as forças ocultas, de se transformar e se reinventar. 

  

Trono da Justiça: regido por Xangô e Egunitá 

Xangô é o pai da justiça, o Orixá do fogo, do trovão, da lei e do equilíbrio. Ele é o senhor do conhecimento racional, lógico, científico e jurídico. Ele julga as causas e as consequências dos atos humanos. Ele rege o plano planetário da justiça irradiante, a capacidade de discernir o certo do errado, de buscar a verdade e a justiça, de respeitar e cumprir as regras cósmicas e humanas. Ele protege os governantes, os juízes, os advogados e os estudiosos. Egunitá é a mãe do mistério, a Orixá do fogo sagrado, do oculto e do desconhecido. Ela é a senhora da purificação, da transformação, da renovação e da vida. Ela consome os vícios e os desequilíbrios dos seres desvirtuados, viciados e injustiçados. Ela rege o plano cósmico da justiça absorvente, a capacidade de se purificar e se renovar constantemente, de explorar e dominar as forças ocultas, de se defender e se libertar das magias negativas e das injustiças.

Juntos, Xangô e Egunitá irradiam a justiça divina, a capacidade de se equilibrar e se harmonizar com a ordem e o funcionamento do universo, de se desenvolver e evoluir com a razão e a emoção, de se corrigir e se transformar com a lei e o fogo. 

 

Os tronos são qualidades divinas essenciais para o processo de evolução nos diversos planos da vida. Eles despertam em nós os sentidos e as virtudes correspondentes a cada um e que influenciam a vida e a religiosidade. 

Os tronos são fontes de energia, sabedoria e equilíbrio para os umbandistas que se conectam com eles. Axé!