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Laudo confirma que ossada enterrada em quintal de casa é de adolescente desaparecida e polícia pede a prisão preventiva do pai
Restos mortais de Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, foram encontrados em 2022, na casa da família, em Ilha Comprida (SP). A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do pai, que está foragido.
20/06/2023 10h33
Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
Foto: Divulgação

O laudo do Instituto de Criminalística (IC) concluiu que a ossada encontrada no quintal de uma casa, no bairro Balneário Britânia, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, é de Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos. Ela estava desaparecida há mais de um ano. Segundo apurado, o pai dela, que é o principal suspeito, segue foragido. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do homem. 

Os restos mortais da vítima foram encontrados na manhã do dia 11 de novembro de 2022, na casa em que ela morava com o pai Gutenberg Peixoto Alves de Souza, 42 anos. Na época, o trabalho dos investigadores apontou que a vítima poderia ter sido enterrada no quintal. A polícia mobilizou uma retroescavadeira ao terreno e desenterrou a ossada. 

O delegado da Delegacia Sede de Ilha Comprida, Carlos Eiras, disse que o caso foi finalizado com a conclusão do inquérito nesta segunda-feira (19) e pedido da prisão preventiva do pai da vítima, que já é procurado pela prisão temporária, que foi decretada após o encontro da ossada. 

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"Por tratar de ossada não conseguimos identificar nada relacionado [a violência sexual] e nem a causa da morte, do que ela realmente morreu. Só na hora que [prendermos] ele mesmo", disse Eiras. 

De acordo com o laudo do IC finalizado em 5 de junho deste ano, o perito criminal concluiu que os dados genéticos do cadáver eram compatíveis com o da mãe biológica de Agata. 

'Má pessoa na família' 

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Um familiar, que preferiu não ser identificado, afirmou que a adolescente morava com o pai e a madrasta, mas que sumiu de repente. "Nunca teve convívio com o pai [dela], pois sempre foi uma má pessoa na família". 

Segundo ele, após ouvirem o pai de Ágata dizer que a adolescente tinha fugido com um 'suposto' namorado para Sorocaba, no interior paulista, eles resolveram procurar uma delegacia para que o caso fosse investigado. "Ele [pai] fugiu daqui, de onde morava. Ele sempre foi de Itanhaém, mas veio para cá. Morou aqui três anos. Aí, o delegado achou a ossada na casa que eles moravam". 

Ainda de acordo com o parente, a adolescente não tinha contato com a mãe e foi abandonada com três meses. "A avó cuidava dela, sempre cuidou. Esse monstro, depois da menina crescer, veio fazer inferno na vida da gente". 

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Suspeito era ciumento 

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, o pedreiro e vizinho da família, João Antônio Santana de Souza, contou que estranhava o comportamento do pai com a adolescente. "Ele tinha um ciúme muito forte dela. A menina não podia fazer nada, não podia ter um celular, não podia nada". 

"Às vezes eu via ele brigando com ela. Minha filha chegava perguntando por ela e ele falava que estava em casa, com enxaqueca e que não ia sair. Sempre era assim", disse Souza. 

Entenda o caso 

Em 26 de outubro de 2022, um tio de Agata esteve na delegacia para informar que a sobrinha estava desaparecida há mais de um ano. De acordo com a ocorrência, ele informou que a adolescente morava com o pai e que o mesmo teria afirmado que foi com ela para Itanhaém, mas que a adolescente teria decidido morar com a mãe. 

Ainda de acordo com o BO, familiares entraram em contato com a mãe da adolescente, mas esta informou que a jovem não havia ido morar com ela, que sequer tinha visto a menina. 

Diante da situação, o pai da adolescente teria mudado o discurso aos familiares e dito que Agata teria ido para Sorocaba, no interior de São Paulo, com um rapaz. Ele reforçou que, desde a saída de casa, ela não havia dado notícias ou usado as redes sociais. 

 
 

Quando os restos mortais foram encontrados, eles estavam envolvidos por uma rede e um lençol. De imediato, o Instituto de Criminalística (IC) foi solicitado para periciar a cena do crime. O Instituto Médico Legal (IML) também foi acionado. O caso foi registrado como desaparecimento de pessoa, mas atualizado para homicídio na Delegacia de Ilha Comprida.