Publicidade

Estado alerta para risco de exposição de agressores e vítimas de ataques em escolas

Por meio de denúncias, a Polícia Civil identificou aumento de situações que remetem a planejamentos de ataques no ambiente escolar

Fagner Vieira
Por: Fagner Vieira
07/04/2023 às 01h14 Atualizada em 28/03/2025 às 16h41
Estado alerta para risco de exposição de agressores e vítimas de ataques em escolas
Foto: Divulgação

Após o ataque ocorrido na Escola Estadual Thomazia Montoro, na capital paulista, no dia 27 de março, a Polícia Civil do Estado de São Paulo identificou – no ambiente virtual ou escolar – um aumento de situações que indicam planos de possíveis ataques em escolas. As Secretarias Estaduais de Segurança Pública e de Educação alertam que o compartilhamento de fotos e vídeos de casos de violência no ambiente escolar pode servir de gatilho para outros atentados. 

  

Continua após a publicidade

Em uma semana, a Polícia Civil registrou 279 casos. O trabalho do setor de inteligência da Polícia Civil frustrou, entre os dias 11 e 12 de março, dezenas de possíveis atos violentos em escolas. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de São José dos Campos, Caçapava e Tupã, sendo apreendidos três adolescentes com celulares, facas, máscara, chips de telefonia, bandanas e caderno de anotações. 

Continua após a publicidade

  

Continua após a publicidade

Entidades médicas dos Estados Unidos como a Psychological Association e American Academy of Pediatrics, que acompanham o assunto, apontam conexão causal entre violência na mídia e comportamento agressivo em algumas crianças. Referências no jornalismo como o Dart Center, ligado à Universidade de Columbia, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) orientam que seja evitada a divulgação de imagens ou vídeos dos agressores. 

  

Continua após a publicidade

A premissa é de que as imagens podem ser usadas por comunidades que valorizam estes ataques, transformando os agressores em heróis. Neste sentido, não é recomendável que os veículos de comunicação reproduzam imagens sobre este tipo de ocorrência, e à população em geral que não compartilhe, sob risco de incitar o chamado “efeito contágio” por outros potenciais agressores. 

  

Continua após a publicidade

Ademais, o Governo de São Paulo reitera que faz o monitoramento e o acompanhamento contínuo das situações que envolvam possibilidades de atentados em escolas e realiza ações de prevenção, além das de policiamento, para garantir a segurança e proteção de toda a comunidade escolar do Estado. 

Continua após a publicidade

  

Continua após a publicidade

Após o ataque, a Polícia Militar reuniu os comandantes das companhias de área com os diretores escolares para discutir a ampliação dos programas e estratégias de combate a agressores ativos. Além desta medida, a gestão estadual também estuda contratar policiais da reserva para que eles fiquem de forma permanente nas escolas. 

  

Continua após a publicidade

As polícias Civil e Militar realizam treinamento na Academia de Polícia do Estado de São Paulo (Acadepol) para preparar os policiais a terem uma ação rápida e eficaz em casos envolvendo este tipo de violência. Além da parte teórica, também são realizadas simulações. Esse treinamento já ocorreu para diversos batalhões e cidades e sua ampliação está em estudo. 

  

Continua após a publicidade

Atualmente, 566 policiais militares atuam no policiamento realizado no entorno das unidades educacionais, por meio do programa Ronda Escolar, que também estão permanentemente em contato com as direções das escolas. O patrulhamento nas imediações também é feito por policiais a pé e em motocicletas. Em determinadas escolas há o reforço do policiamento por meio do programa da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho (Dejem), cuja adesão é opcional. 

  

Continua após a publicidade

Acolhimento psicológico e prevenção no ambiente escolar 

  

Continua após a publicidade

Em outra frente, a Secretaria da Educação reforçou as medidas de acolhimento psicológico e ações de prevenção à violência no ambiente escolar. 

  

Continua após a publicidade

O programa Conviva (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar), que existe desde 2019, será intensificado com o direcionamento de 5 mil profissionais da rede à aplicação das políticas de prevenção à violência nas unidades. 

  

Continua após a publicidade

Os novos educadores do programa receberão treinamento para identificar vulnerabilidades de cada unidade, além de colocar em prática ações proativas de segurança. Atualmente, profissionais de 500 escolas estaduais estão capacitados para implementar as propostas de acolhimento e convívio do Conviva SP. A plataforma do Conviva – Placon – utilizadas para o registro de ocorrências nas escolas estaduais será atualizada, de forma que os casos graves sejam facilmente identificados e a equipe central do Conviva possa intervir pontualmente. 

  

Continua após a publicidade

Além disso, a Educação também vai retomar o programa Psicólogos na Educação, que oferece suporte psicológico para orientar as equipes escolares e estudantes. Está prevista a contratação de 150 mil horas de atendimento presencial nas escolas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias