O juiz Raphael Ernane Neves decidiu que Demétrius Oliveira de Macedo, de 35 anos, procurador que espancou a procuradora-geral Gabriela Samadello de Barros, de 39, durante expediente na Prefeitura de Registro, no interior de São Paulo, seja encaminhado para uma unidade hospitalar em regime de internação provisória.
No documento obtido nesta quinta-feira (30), o juiz reconheceu a inimputabilidade de Demétrius [que é incapaz de entender o caráter ilícito de um fato], a condição de saúde mental [diagnosticado com esquizofrenia paranoide], bem como a necessidade da manutenção da cautela processual.
Um laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que o procurador apresenta quadro psiquiátrico compatível com esquizofrenia paranoide. Um parecer elaborado pelo psiquiatra forense Guido Palomba já havia apontado o mesmo.
Dessa forma, o juiz decidiu, no último dia 24, pelo encaminhamento do procurador à internação em uma unidade hospitalar sob a guarda do Estado, assim como foi requisitada e aprovada pelo Ministério Público.
Em nota, o advogado de Demétrius, Marco Antonio Modesto, informou que o cliente foi transferido para a ala ambulatorial da Penitenciária José Aparecido Ribeiro, em Franco da Rocha (SP), após a decisão do juiz Raphael Ernane Neves de mantê-lo em regime de internação provisória, em unidade de custódia hospitalar, depois de atestada esquizofrenia paranoide no laudo pericial.
"Trata-se de um transtorno mental crônico e incapacitante que requer acompanhamento, tratamento médico e manejo em ambiente hospitalar adequado. A necessidade de internação psiquiátrica do Sr. Demétrius já havia sido identificada e reportada em relatórios médicos oficiais de outros psiquiatras do Estado e é um direito de toda pessoa com transtorno desse tipo", ressaltou.
Já o advogado da procuradora Gabriela Samadello, Alberto Zacharias Toron, afirmou que Demétrius já estava internado e, agora, o juiz homologou o laudo que o considera inimputável. Segundo ele, com essa decisão, o procurador deverá ficar internado pelo prazo mínimo de três anos.