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Hacker de quadrilha que causou prejuízo milionário a clientes é preso em Jacupiranga com carro de luxo e joias
Polícia Civil cumpriu dois mandados nas cidades de Praia Grande, no litoral de São Paulo e um em Jacupiranga, no Vale do Ribeira.
23/03/2023 11h39
Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
Foto: Reprodução Redes Sociais

Três integrantes de uma quadrilha que aplicou golpes de transferências bancárias em mais de 200 correntistas do Banco do Estado de Sergipe (Banese), causando um prejuízo de mais de R$ 10 milhões, foram presos na manhã desta quarta-feira (22) em Praia Grande, no litoral paulista, e Jacupiranga, no interior do estado. Com eles, foram apreendidos dois carros de luxo, uma moto aquática, joias, celulares, máquinas, dinheiro e cartões bancários. 

  

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O Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) e a Divisão de Inteligência (Dipol), da Polícia Civil de Sergipe, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagraram operação para desarticular a organização criminosa. A investigação foi iniciada em janeiro de 2022. 

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A operação cumpriu 18 mandados, dos quais seis foram de prisão e 12 de busca e apreensão. A ação policial aconteceu nas cidades de Carmópolis (SE), Praia Grande (SP), Jacupiranga (SP) e Guarulhos (SP). 

  

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Sergipe, o cérebro criativo da organização é um hacker paulista que criou sistemas maliciosos que facilitam a obtenção de dados dos clientes, além de central de atendimento que simula a do banco ao qual a vítima é cliente. 

  

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Segundo os investigadores, os criminosos enviavam mensagem SMS, WhatsApp e faziam ligações telefônicas. Os indivíduos informavam o correntista que uma transação tinha sido realizada na conta deles, como empréstimo e PIX, indicavam os números de falsas centrais de autoatendimento ou links para contato, com o objetivo de bloquear transação não reconhecida. 

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No estado de São Paulo, a prisão dos criminosos foi realizada pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter6) de Santos e pelo Grupo de operações Especiais (GOE). 

  

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De acordo com o delegado responsável pela operação no litoral paulista, Fabiano Fonseca Barbeiro, o indivíduo preso em Jacupiranga foi identificado como o hacker de toda a operação. 

  

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"Ele era a pessoa que tinha acesso aos dispositivos eletrônicos e clonava os sites para a obtenção dos dados dos clientes, chamado de hacker", explicou Barbeiro. Ainda segundo o delegado, o homem ostentava nas redes sociais objetos de luxo e armas, que foram levados para perícia e investigação. Uma moto aquática e um carro também foram apreendidos. 

  

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Outros dois criminosos presos foram presos em Praia Grande. A autoridade explicou que eles montavam estratégias para desviar os valores e e definiam para onde o dinheiro seria enviado. 

  

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"Eles identificavam as contas correntes e correntistas que seriam os alvos da quadrilha", disse o delegado. Com eles, a Polícia Civil encontrou cartões bancários, dinheiro, cadernos de anotações, máquinas para as transações e outros objetos de valor, além de um carro de luxo. 

  

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Os três homens foram encaminhados ao Palácio da Polícia em Santos. Eles passaram pela audiência de custódia e serão encaminhados para julgamento em Sergipe.