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Seus rins estão saudáveis? Saiba o que é a doença renal crônica e como preveni-la

Estima-se que até dez milhões de pessoas vivam com doenças renais no Brasil

Fagner Vieira
Por: Fagner Vieira
11/03/2023 às 18h46
Seus rins estão saudáveis? Saiba o que é a doença renal crônica e como preveni-la

Os rins são os órgãos responsáveis por eliminar toxinas, controlar a pressão sanguínea, regular a formação do sangue e dos ossos e equilibrar o balanço químico e de líquidos do organismo. Apesar de desempenhar funções essenciais para todo o corpo, nem sempre é possível perceber quando há alterações no funcionamento desses órgãos, principalmente em doenças em estágio inicial, podendo evoluir para as formas crônicas. 

  

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Para mudar essa realidade, anualmente, na segunda quinta-feira de março, é celebrado o Dia Mundial do Rim. A data é destinada à conscientização sobre os distúrbios renais e alerta para a necessidade do atendimento de qualidade aos pacientes diagnosticados. 

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Atualmente, estima-se que cerca de dez milhões de brasileiros convivam com doenças relacionadas. Cenário agravado devido a alta incidência de hipertensão arterial e diabetes na população. Isso porque, como os rins são responsáveis pelo controle da pressão arterial, tais doenças sobrecarregam os órgãos. 

  

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A hipertensão arterial pode tanto ser a causa como a consequência de uma disfunção renal. Já o diabetes danifica os vasos sanguíneos do órgão, interferindo o funcionamento dos rins que não conseguem filtrar o sangue corretamente. Com isso, cerca de 25% das pessoas com diabetes tipo I e entre 5 e 10% das pessoas com diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal. 

  

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As duas comorbidades, contudo, não são as únicas que podem influenciar na saúde renal. Outras causas, como nefrite (inflamação dos rins), cistos hereditários, infecções urinárias frequentes, que danificam o trato urinário, e doenças congênitas também devem ser consideradas. 

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Quadros graves 

Os rins são dois órgãos de cor marrom-avermelhada, com formato de feijão, que ficam na região lombar, por trás do fígado e estômago, nos dois lados da coluna vertebral. Por serem um par, além da doação após o falecimento, é possível ceder um dos órgãos para transplante ainda em vida, já que a função renal pode ser mantida por um único rim, sem que isso cause prejuízos à saúde do doador. 

  

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Para que um paciente receba a doação, é necessário apresentar um quadro de insuficiência irreversível, ou seja, quando os órgãos perderam as funções básicas. Antes de chegar a esse ponto, no entanto, o maior risco é porque as doenças renais não apresentam sintomas significativos no estágio inicial. Quando não tratadas corretamente, elas podem evoluir para quadros graves como a insuficiência renal, em que o paciente precisa de tratamento como diálise ou transplante. 

  

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No Brasil, os rins são os órgãos mais transplantados. Em 2021, foram 4.831 procedimentos e, no ano passado, 5.368, sendo que 88% e 86% dos procedimentos, respectivamente, tiveram o financiamento integral do transplante realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

  

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Fique alerta 

É importante manter os exames de rotina e ficar atento aos sintomas que podem indicar o comprometimento severo das funções renais. Nesses casos, os sinais são: 

  

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aumento do volume e alteração na cor da urina; 

fadiga; 

dificuldade de concentração; 

diminuição do apetite; 

sangue e espuma na urina; 

incômodo ao urinar; 

inchaço nos olhos, tornozelos e pés; 

dor lombar; 

anemia; 

fraqueza; 

enjoos e vômitos; 

alteração na pressão arterial. 

Diagnóstico e tratamento 

A disfunção renal pode ser identificada pela análise da urina e pelo exame de sangue. No primeiro caso, o profissional poderá identificar a presença de uma proteína (albumina), enquanto no sangue, ele verificará a presença da creatinina, que indicará o mau funcionamento do rim. 

  

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Infelizmente, não existe cura para a doença renal crônica, embora o tratamento possa retardar ou interromper a progressão da doença e impedir o desenvolvimento de outras condições graves. O uso de medicamentos e o controle da dieta podem ser prescritos. Nos casos mais extremos, pode ser necessária a realização de sessões de diálise ou o transplante renal, como terapêutica definitiva de substituição da função renal. 

  

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Prevenção 

O primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial e controlar a diabetes, doenças que mais levam à insuficiência renal. Para isso, é importante: 

  

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conhecer o histórico de doenças da família; 

controlar os níveis de pressão; 

realizar avaliação médica anual, principalmente após os quarenta anos; 

seguir uma dieta equilibrada, com baixa ingestão de sal e de açúcar; 

controlar seu peso; 

exercitar-se regularmente; 

não fumar; 

se fizer uso de bebidas alcoólicas, que seja de forma moderada; 

monitorar seus níveis de colesterol; 

evitar o uso de medicamentos sem orientação médica.

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