Meio Ambiente Vale do Ribeira
Onças-pardas são registradas quase 900 vezes por 'armadilhas fotográficas' no Vale do Ribeira
Imagens foram feitas durante dois anos, na maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil
16/02/2023 09h52
Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
Divulgação Legado das Águas

Onças-pardas (Puma concolor) foram flagradas 883 vezes por 'armadilhas fotográficas', nos últimos dois anos, na maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, conhecida como Legado das Águas. 

 

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 As imagens foram captadas na área de 310 milhões de metros quadrados, divididos entre as cidades de Juquiá, Miracatu e Tapiraí, no interior de São Paulo.  

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Em nota, o Legado das Águas explicou que as 'armadilhas fotográficas' funcionam por sensores infravermelhos [radiação eletromagnética] e de movimento. Portanto, os equipamentos são acionados automaticamente quando os animais passam por eles.  

 

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A utilização dessas câmeras faz parte da parceria entre o Onçafari, associação criada para o estudo e a conservação da vida selvagem e da reserva.  

 

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“Os resultados são muito animadores. Agora temos informações sobre a população dessa espécie [onças-pardas] no Legado, como a área que utilizam mais, os horários e a época do ano em que circulam com maior frequência, a proporção de machos e fêmeas e seus comportamentos”, disse, por meio de nota, a bióloga coordenadora da base do Onçafari no Legado das Águas, Stephanie Simioni.  

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Os registros possibilitaram a identificação e acompanhamento dos hábitos de cinco animais da espécie, sendo quatro machos e uma fêmea. Segundo a bióloga, o levantamento é essencial para proteger e auxiliar a saúde das onças-pardas.  

 

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Outros animais 

Além das onças-pardas, foram registrados 15.205 vídeos de outros mamíferos e 4.864 aves. Um total de 20.952 registros em dois anos.  

Dentre os mamíferos, os queixadas (Tayassu pecari) foram os mais filmados, seguidos pelas antas (Tapirus terrestris).  

 

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O Legado das Águas destacou também os pequenos felinos, como a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) e o gato-maracajá (Leopardus wiedii).  

 

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Já as onças-pintadas não foram registradas no período. Mas, as bióloga afirmou que há possibilidade de encontrá-las na reserva. Por este motivo, estudam estratégias para conseguir o flagrante. O objetivo é conservar a espécie que está criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica. Atualmente, estima-se uma população de apenas 300 desses animais no bioma.