Cotidiano Vale do Ribeira
Mata Atlântica perdeu 48,6 mil hectares em 10 meses
No Estado de São Paulo, Vale do Ribeira e região metropolitana da capital são as principais regiões afetadas
01/02/2023 17h35 Atualizada há 1 ano
Por: Fagner Vieira

De janeiro a outubro de 2022, a Mata Atlântica perder 48.660 hectares por desmatamento. Somente entre os meses de agosto e outubro, a área desflorestada foi de 6.850 hectares. Os dados são do novo boletim do SAD (Sistema de Alertas de Desmatamento) Mata Atlântica, divulgado nesta terça-feira (31), pela Fundação SOS Mata Atlântica. 

  

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O SAD Mata Atlântica resulta de uma parceria entre a fundação, a Arcplan e o MapBiomas (Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil), que contribui com a ferramenta de MapBiomas Alerta. O sistema capta notificações de todo o mapa do bioma, que compreende 17 Estados brasileiros. Ao todo, durante o período de 10 meses, foram emitidos 6.378 alertas e, entre agosto e outubro, 1.117. 

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Entre janeiro e outubro, os Estados com maior área desmatada do bioma foram Bahia e Minas Gerais, com 15.814 e 14.389 hectares, respectivamente. O Piauí aparece em 3º lugar na lista, com 6.232 hectares. 

  

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A fundação ressalta que os dados indicam a concretização do aumento gradual do raio de desmatamento na Mata Atlântica, assim como em outros biomas do país. A entidade pondera, ainda, que em todos os casos, independente do biomo, a devastação está relacionada à expansão agropecuária e a falhas na fiscalização e no combate ao desmatamento, "o que também marcou 2022 em todo o Brasil". 

  

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Nos primeiros 10 meses de 2022, as atividades agrícolas responderam por 86,4% da área derrubada. Na Bahia, a proporção foi de 73,2%, em Minas Gerais, de 93,4% e, no Piauí, de 64,5%. 

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Quanto às especificidades de São Paulo, o diretor-executivo da SOS Mata Atlântica, Luis Fernando Guedes Pinto, comentou que o Estado tem "participação relativamente pequena" no desmatamento. As principais regiões afetadas, acrescenta ele, são o Vale do Ribeira e a região metropolitana de São Paulo, em que se observa um desmatamento associado a loteamentos e novas construções. 

  

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"Muitos desses desmatamentos acontecendo, inclusive, em áreas mananciais e protegidas pela Lei da Mata Atlântica", finaliza.